20 de outubro de 2008


Dançar até os pés pararem - cheios!
Doer até se sentir os pés!
Parar quando a musica acabar!
Viver!

19 de outubro de 2008

18 de outubro de 2008

A roda da fortuna

"Que é que fez à Doutora? Perguntou ela, e riu. Pensava que ela tinha entrado há dez minutos.
Peço desculpa, respondi. Estava com fome. E rimos ambos.
Vou ver se a encontro, disse ela.
Continuei sentado no consultório, a palitar os dentes. Daí a pouco a funcionária voltou.
Peço desculpa, disse ela. A Doutora deve ter saído por um bocado. Quer que lhe marque uma consulta para a próxima semana?
Disse que não abanando a cabeça. Eu telefono, disse. Mas pela primeira vez naquele dia, estava a mentir."
(Neil Gaiman, in "Fifteen Cards from a Vampire Tarot)

16 de outubro de 2008


12 de outubro de 2008

Sem lágrimas

Estou triste. Aquela tristeza que é apenas tristeza e que apenas o tempo pode curar. Nada como a absorver, gozar até porque não... Mas ainda assim tristeza.
Nada me podem dizer que eu já não saiba, nada me podem dizer que me conforte... eu sei que ele não volta! Não é desespero, não é remorso... para já é só tristeza.

Quando é que virá a saudade?

10 de outubro de 2008

A Papisa

“Tinha a pele pálida, os olhos escuros e o cabelo pintado de um negro asa de corvo. Apareceu num talkshow numa manhã e anunciou que era a rainha dos vampiros. Mostrou os caninos afilados como presas, e trouxe ex-amantes que, com diversos graus de embaraço, confessaram que ela lhes tinha extraído sangue, e que o bebera. “Você pode ser vista num espelho, não?” – perguntou a anfitriã do programa. Era a mulher mais rica da América, e tinha lá chegado trazendo perante as câmaras as aberrações, os aflitos e os desgraçados, para mostrarem a sua dor ao mundo.
No estúdio o público gargalhou.
A mulher pareceu ligeiramente ofendida. “Claro. Ao contrário do que as pessoas possam pensar, os vampiros podem ser vistos em espelhos e através de câmaras de televisão.”
“Ora aí está uma coisa em que finalmente acertaste, minha querida.” – disse a anfitriã do programa matinal. Mas colocou a mão em cima do microfone quando o disse, e o programa nunca foi para o ar.”
(Neil Gaiman, in “Fifteen Cards from a Vampire Tarot)

5 de outubro de 2008